CANTO DA SUSTENTABILIDADE E DA CIDADANIA
   Desafios do Jornalismo ambiental em pauta no Rio de Janeiro

 

No período de 17 a 19 de novembro o Brasil será palco de grandes encontros sobre Jornalismo ambiental durante o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. Em foco, o aprofundamento do debate com os novos desafios da mídia frente à Sustentabilidade. O evento deverá reunir cerca de 1200 profissionais membros da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental; Jornalistas e profissionais de comunicação ligados à cobertura de temas ambientais e de sustentabilidade; Profissionais de comunicação de empresas que tem a sustentabilidade como foco operacional; Assessores de imprensa de empresas, ONGs e organismos de governo ligados a questões sociais, ambientais e de sustentabilidade; além de estudantes pesquisadores em comunicação socioambiental.

O que é o IV CBJA

A 4ª edição do CBJA - Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental acontecerá entre os dias 17,18 e 19 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro-RJ, e terá ênfase na cobertura da conferência Rio + 20. O evento, antes programado para 2012, foi antecipado pela comissão organizadora para estimular o debate e os preparativos para a conferência internacional, marco histórico da pauta mundial sobre Meio Ambiente. Palestras, oficinas, mini-cursos, exposições, lançamentos de livros e mostras cientificas com grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil. Compõem a grade de programação painéis temáticos como: impactos das mudanças climáticas, uso de redes sociais no jornalismo, espiritualidade, Economia Verde, envolvendo o papel da mídia na construção do novo paradigma mundial de mudança de comportamento frente aos desafios para a garantia da Vida.

Segundo a coordenação o objetivo do CBJA, é colaborar para a formação continuada dos profissionais de comunicação ambiental e fortalecer a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e suas parcerias. Pela primeira vez as inscrições para o IV CBJA serão gratuitas e o acesso é pelo site www.jornalismoambiental.org.br/

Eventos Paralelos

Durante o Congresso serão realizados outros eventos, em paralelo, como o Encontro da RedCalc – Red Latino-Americana de Periodismo Ambiental, que reúne jornalistas que atuam com pautas ambientais e de sustentabilidade em toda a América Latina; o I Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação Ambiental; I Encontro Nacional da REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental). O CBJA também conta com uma mostra científica, que reúne grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil.

Contextualização histórica

Há 20 anos o Brasil sediou a Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92 ou Eco 92 . Desde então, entrou em pauta um ciclo de conferências das Nações Unidas para discussão de problemas que afetam a a Vida, na humanidade. Desses eventos surgiram as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban e inúmeros outros documentos, acordos, convenções, códigos ainda não em prática efetiva para o enfretamento da reversão de problemas sérios como fome, miséria, injustiça social e degradação ambiental. Eventos que frustrou esperanças e indignou gente séria, atentas aos processos e formas de utilização de recursos, de toda ordem, para a preservação/adaptação da Vida, em agonia nesse planetinha de constantes mudanças.


Sete bilhões com fome

Informações divulgadas pelas redes ambientais mostram que sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929. Um cenário com desigualdade social, pobreza extrema, fome em mais de bilhão de pessoas e o paradoxo do desperdício de alimentos, da falta de cuidado com a grande matriz natureza sendo devorada por um modelo capital em cheque junto às mentes inteligentes e altruístas mundo afora. Temos ainda, em pleno século XXI, guerras e situações de violência endêmica, racismo, xenofobia. A proposta de Cadeias Produtivas Sustentáveis de ponta a ponta é uma utopia diante de um sistema de produção e consumo as grandes corporações, mercados financeiros e os governos, que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda a decadência da Vida diante da perda de biodiversidade, escassez de água potável, aumento da desertificação dos solos e acidificação dos mares, a derrubada das florestas, o aumento da violência, do desemprego, do caos nos grandes centros urbanos.

Nessa crise civilizatória, inédita, governos, instituições internacionais, corporações e com certeza o até o Terceiro Setor, estão em cheque com o modelo de economia, governança e valores considerados ultrapassados, paralisantes, perversos e até criminosos. A economia, conduzida num mercado financeiro global, apoiada no lucro fácil, rápido, especulativo, deixa suas marcas no trabalho escravo à moda moderna; na queima dos combustíveis fósseis, na degradação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção e outras práticas distante do tão propalado discurso Sustentável.

Adaptação da Vida



Esse olhar transversalizado sobre as necessidades de adaptação da Vida na Terra alimenta a oportunidade do que os ambientalistas chamam de “reinventar o mundo”, apontando saídas para o perigoso caminho que estamos trilhando. Educadores da rede brasileira tomaram a seguinte posição: “a ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, entendemos que se não devemos deixar de buscar influenciar sua atuação, tampouco devemos ter ilusões que isso possa relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos significantes para enfrentar os graves problemas com que se defronta a humanidade e a vida no planeta.”.

Entendem que a agenda necessária para uma governança global democrática pressupõe um fim da condição atual de captura corporativa dos espaços multilaterais. Reforçam a idéia de mobilização social onde a mudança somente virá da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária. Garantir condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas, potencializando a atuação coletiva.

Para movimentos ambientais brasileiros como REBEA, AMA, RAMA, REBIA, RBJA, e outros coletivos, a Rio +20 poderá ser um importante ponto na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental construídas antes e depois da Rio-92, como Seattle, FSM, Cochabamba, COP 17, G20. Oportunidade que precisa ser potencializada como espaço democrático para gerar forças e resistência na defesa da Vida.

Preparação para a Rio + 20

A Conferencia Mundial chamada de Rio + 20, será realizada em junho de 2012, como evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD). A Bahia levará ao evento propostas para ações cotidianas através das campanhas dos Movimentos AMA – Amigos do Meio Ambiente e da RAMA- Rede de Mobilização em Comunicação Ambiental através da Agenda Ambiental Doméstica, com ações proativas para Consumo Consciente, Adoção da Cultura dos 7 Rs - Racionalizar, Reduzir, Repensar, Recriar, Reaproveitar, Repartir, Revolucionar e Desperdício Zero = Lixo Zero = Saúde 10. Ações com agregação em aproveitamento integral de alimentos/segurança alimentar, cultura de prevenção e cuidado com a Vida e construção de cadeias produtivas sustentáveis de ponta a ponta, para comércio justo, inclusão social e bem viver em harmonia com a grande matriz Natureza.

Carbono Zero

IV CBJA será carbono negativo, ou seja, serão plantadas mais árvores que o necessário para a neutralização das emissões de carbono do evento, que também adotará práticas ecoeficientes e produtos reciclados. A proposta é que o IV CBJA seja um exemplo do que os jornalistas ambientais esperam ver na sociedade. A Realização é da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, com organização da REBIA e Envolverde. Tem o apoio institucional da PUC Rio e NIMA; operação da Pega Eventos e patrocínio master o Fundo Vale e Petrobrás e outros como Itaú Unibanco e Fundação Banco do Brasil. A curadoria é dos jornalistas Dal Marcondes, com a Envolverde e RBJA e Vilmar Berna, com a REBIA e a RBJA.

PROGRAMAÇÃO:

PAINEL 1
Os desafios da cobertura da Rio+20


Luiz Figueiredo – embaixador, diretor de meio ambiente do Itamaraty (A confirmar)
Ladislau Dowbor – economista e professor da PUC SP (confirmado)
Aron Belinky – Vitae Civilis e Ecopress (A Confirmado)
Sérgio Besserman (A confirmar)
Moderação
Dal Marcondes – jornalista e diretor de redação da Envolverde

PAINEL2
Redes Sociais e Sustentabilidade


Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)

PAINEL3
Jornalismo em Tempo de Economia Verde


Amélia Gonzalez – editora do caderno Razão Social – O Globo (A confirmar)
Sonia Araripe – editora revista Plurale (A Confirmar)
Ricardo Voltolini – Editor revista Ideia Sustentável (A confirmar)
Ricardo Arnt - Revista Planeta (A confirmar)
Moderação
Ricardo Young – ex-presidente do Instituto Ethos (A Confirmar)

PAINEL4
O jornalismo científico e o diálogo imprensa/academia


Ulisses Capozolli – Editor da Scientific America Brasil (A confirmar)
Eduardo Geraque (A confirmar)
Wilson da Costa Bueno (Confirmado)
Renato Janine
ñ Moderação
Ilza Girardi (Confirmada)

PAINEL5
As novas pautas da sustentabilidade


Andrea de Lima – ex-gerente de comunicação do instituto Ethos (A confirmar)
Sonia Favaretto – diretora de comunicação da BM&F Bovespa (A Confirmar)
Celso Marcondes – diretor da revista Carta Capital (A Confirmar)

Moderação: Reinaldo Canto – ex-diretor de comunicação do Greenpeace (Confirmado)

PAINEL6
Sustentabilidade no Rádio e na TV


Maria Zulmira – Repórter e produtora de TV (A confirmar)
Paulina Chamorro – Gerente de Meio Ambiente da Rádio Eldorado (A confirmar)
Sergio Abranches (A confirmar)
Moderação
João Batista Santafé (A confirmar)

PAINEL7
Redes Sociais e Sustentabilidade


Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL8
Cidades Sustentáveis


Andrea Young – Unicamp / INPE (A confirmar)
Luanda Nero – jornalista do Movimento Nossa São Paulo (A confirmar)
Rafael Greca ( A confirmar)
Moderação
André Trigueiro (Confirmado)


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 17h52
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   AS NOVAS PAUTAS DA SUSTENTABILIDADE

8h/aula

Período: 01 de outubro de 2011, sábado, das 9h00 às 18h00

 

Quem pode participar: jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de comunicação e ONGs


Vagas: 25

 

Local do curso: Espaço Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja – sede do Sindicato dos Jornalistas – V. Buarque (estação República do metrô)

 

Os interessados deverão fazer sua pré-inscrição aqui no site

A pré-inscrição garante a vaga até 23/09/2011, último dia para pagamento.

 

 

Valores:

Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados

R$ 130,00  à vista ou 2 de R$ 65,00

 

Para jornalistas, estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais profissionais

R$ 180,00  à vista ou 2 de R$ 90,00

 

Atenção: Poderá ser oferecido descontos para grupos.

 Consulte o Departamento de Formação.

 

Obs.: Despesas com alimentação, acomodação e estacionamento são por conta do participante

 

 

ATENÇÃO
Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação

 

Objetivo: Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade.

 

Em tempos de Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e do Esgotamento dos Recursos Naturais entre outros, qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas?

 

Os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, entre elas, crescimento x sustentabilidade.

 

Docente: Reinaldo Canto é jornalista há 31 anos com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital

 

Para pagamento:

 

No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h00 às 12h00 ou das 13h00 às 17h30

 

ou depósito bancário: Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9

Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,

CNPJ 62.584.230/0001-00

 

Importante: Enviar o comprovante para cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6232.

 

Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar os cheques pré-datados no 1o. dia de aula.

Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Formação. 

 

ACEITAMOS CARTÃO DE CRÉDITO, nesse caso, o pagamento deverá ser feito SOMENTE em nossa sede. 

 

 

CERTIFICADOS: Os certificados, expedidos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,  serão fornecidos após a freqüência em, no mínimo, 70% das aulas.

 

Atenção: Em caso de desistência:

-    antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;

-    após o início do curso e com até 50% de aulas já ministradas: 50% do valor do curso;

-    com mais de 50% das aulas ministradas: não haverá ressarcimento.

 



Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 18h31
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   SEMINÁRIO ENERGIAS RENOVÁVEIS

 

ENERREM 2011

SEMINÁRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

BIOMASSA, EÓLICA E PCHs

01 de setembro de 2011
São Paulo SP



Metodologia:

Apresentação de Palestras
Exposição dialogada, com apoio de slides;
Discussões em grupo;
Estudo de casos empresariais.

Público Alvo:

Presidentes, diretores gerais, membros de conselho, gerentes de áreas industriais, ambientais, finanças, novos negócios, energia, eficiência energética, investidores, bancos, associações e federações, organizações governamentais, consultorias, advocacias, novos negócios.

Benefícios:

Neste seminário você irá aprimorar os principais conceitos sobre energias renováveis.

Programação:

08h45 - Recepção e entrega das credenciais

09h00 – Abertura do evento pelo Presidente de Mesa, Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade

09h10 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL / ASPECTOS JURÍDICOS

• Cenário Ambiental
• Compensações ambientais em empreendimentos
• Critérios Ambientais
• Legislação
• Riscos no licenciamento ambiental dos projetos

Werner Grau Neto, Advogado/Sócio Especialista Área Ambiental
Pinheiro Neto Advogados


10h45 – Coffee break

11h00 – ESTUDO DE CASO PARA BIOMASSA

• Bioeletricidade
• Contexto Atual
• Potencial até 2020
• Desafios para seu desenvolvimento

Zilmar de Souza, Especialista em Bioeletricidade
Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar


12h00 – O FINANCIAMENTO DO BNDES A PROJETOS DE BIOELETRICIDADE, EÓLICOS E PCH´S (Pequenas Centrais Hidrelétricas)
• A contribuição dos bancos para as energias renováveis
• Pacotes específicos para investimentos em energias renováveis
• Condições de financiamento e vantagens para o investidor
Ana Raquel Paiva Martins, Ger. do Depto de Energias Alternativas
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

13h00 – Almoço

14h10 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
• Regime tributário
• Questões tributárias relevantes para energias renováveis
• Benefícios fiscais existentes no setor
Dra. Mariangela Azevedo, Advogada-Sócia Azevedo Moraes Advogados Associados


15h10 - Estudo de Caso - Projetos de Energia Eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas

A Ersa planeja e desenvolve suas atividades aplicando tecnologia, processos e insumos que contribuam para a qualidade sociaoambiental. Atualmente, conta com um portfólio de projetos composto por 11 PCHs em operação, 1 PCH e 4 parques eólicos em construção, além de 5 projetos de PCHs e 2 complexos eólicos em preparação para construção.

Nesta apresentação o seminarista falará sobre as principais características, desafios e peculiaridades deste tipo de projeto.

Marcio Severi, Especialista em Assuntos Regulatórios, Superintendente de Comercialização e Regulação
CPFL - Renováveis

16h10 - Coffe break

16h30 - MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO DOS PONTOS CHAVE.

Participação dos seminaristas e presidente de mesa (Reinaldo Canto) para debater as questões mais importantes e estratégicas deste mercado.

17h30 – Encerramento do evento
INFORMAÇÕES

Data:
10 de Agosto de 2011

Carga Horária:
08 horas

Horário de realização:
Das 09h00 as 17h30

Investimento:
R$1.890,00
(incluindo material de apoio, certificado, estacionamento, almoço e coffee-break)

Local:
Hotel a definir
São Paulo – SP



Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 13h43
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   Jornalistas ambientais do Brasil se preparam para cobrir a Rio+20


Os profissionais da mídia e estudantes começam a se aquecer para a cobertura da Rio+20 já em novembro deste ano, entre os dias 17 e 19. A oportunidade é o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), realizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ, pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental

 

Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema. A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

 

Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal. Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br .

 

Na agenda

O quê: IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

Onde: PUC-RIO -  rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2011

 

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Ana Carolina Amaral: carol@envolverde.com.br / 11 8639-3152
Daiani Mistieri: daianimistieri@gmail.com / 11 9185-1332
Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br

 

 



Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 13h42
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   PUBLICIDADE E CONSUMO CONSCIENTE

Não deveria ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar o trabalho dos publicitários para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade


Por Reinaldo Canto*


A publicidade exerce um papel de protagonismo nas relações de mercado sendo um meio fundamental na disponibilização de informações sobre produtos e serviços aos consumidores. Raras são as empresas que não fazem uso sistemático desse meio para garantir o crescimento de suas vendas.

Afinal, como diz o ditado, “a propaganda é a alma do negócio”. Por essa razão somos diuturnamente bombardeados por peças de propaganda materializadas, muitas vezes, como num passe de mágica por meio de imagens ou jingles poderosos e inesquecíveis.

Para garantir esse efeito eletrizante, as agências trabalham com dezenas, centenas de profissionais extremamente criativos em busca da mensagem perfeita que vá “fisgar” o cliente/freguês/consumidor para a compra do que se pretende vender.

O grau de sofisticação alcançado pelo setor e o desenvolvimento da capacidade de convencimento não coloca em dúvida as incríveis habilidades dos publicitários em, conforme se dizia antigamente, “vender geladeiras para esquimós”. Mas será que já não passamos do limite e tenhamos que rever alguns dos valores dominantes no setor?
Será mesmo que vender uma geladeira ou outro produto qualquer para quem não precisa deva ser visto como positivo ou uma simples trapaça?

Apologia ao consumismo

Vivemos um momento delicado e único da nossa história no qual a combinação entre consumo e alta tecnologia propiciou acesso inédito a produtos antes disponíveis para alguns poucos privilegiados.

Claro que o fato de mais pessoas poderem adquirir produtos é algo muito positivo, apesar de ainda imperar uma grande desigualdade. Mas por outro lado, esse consumo, muitas vezes completamente irracional vem causando uma inédita pressão sobre as fontes energéticas e uma utilização predatória e insana dos recursos naturais do planeta.

E a publicidade possui uma cota significativa de responsabilidade nessa equação totalmente desequilibrada. Afinal, boa parte do que lemos, ouvimos e assistimos em anúncios associam determinados produtos ao que certamente, eles não correspondem, melhor dizendo, felicidade, satisfação, conquista e até mesmo amor e respeito.

O apelo cotidiano à emoção e a plena satisfação de desejos via mensagens publicitárias na compra de coisas nem sempre úteis ou realmente necessárias só
multiplica a sensação de que algo muito errado domina os destinos da humanidade.

A pressão vertiginosa para a compra do último modelo, mais moderno, sofisticado, com design mais arrojado do que o adquirido pouco tempo antes, imprime ao consumidor desavisado, uma terrível espiral criando a necessidade de consumo da qual nunca será possível estar totalmente satisfeito. Aí não é preciso muito esforço para concluir que estejamos no atual processo de destruição do essencial para produzir o supérfluo e o descartável.

Lixo é sinal do desequilíbrio

Nesse sentido é bastante emblemático o gigantesco aumento na geração de lixo. Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos.
Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. Podemos aí ter visões diferentes e complementares para a mesma questão: se aumentou a quantidade de lixo é sinal que cresceu também o consumo, por outro lado significou maior desperdício, consumismo exacerbado, aterros e lixões esgotados, contaminações e, consequentemente, grandes problemas no horizonte. (ver também: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-perde-de-goleada-para-a-sociedade-do-desperdicio).

Hora de Mudar?

Sem que se abandonem seus objetivos profissionais e, claro, contando com o apoio fundamental dos anunciantes, a categoria dos publicitários não poderia colaborar para que o consumidor faça as melhores escolhas para si e para o planeta? Como? É óbvio que muito terá de se discutir sobre o assunto, mas algumas sugestões poderiam aos poucos fazer parte da realidade dos anúncios.

Por que não informar mais sobre o produto em questão focado nas suas características reais ao invés de usar pirotecnia e subterfúgios para convencer o comprador?
Pois ao abrir um pote de margarina difícil acreditar que a vida ficará melhor e mais feliz, não é mesmo? Por que não abordar no anúncio as funcionalidades do produto em lugar de substituir essa análise pela falsa sensação da conquista e do status?

Algumas propagandas de carros, por exemplo, procuram associar características ao veículo que, efetivamente não fazem parte da venda.

Tenho certeza que com a genialidade dos nossos publicitários já demonstrada pelos inúmeros prêmios internacionais recebidos ao longo dos anos, não deverá ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar seu trabalho para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade e ao consumo consciente.
Certamente, eles também irão se beneficiar ao longo do tempo. De qualquer maneira, caberá aos responsáveis pelos anúncios, os verdadeiros agentes dessas transformações, caso entendam a urgência de fazer a parte que lhes de dever e direito nesse processo, ou seja, o de implementar ações em prol de um desenvolvimento sustentável, equilibrado e racional. Com a palavra os publicitários!!!

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-publicidade-e-o-consumo-consciente

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
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Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 15h29
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   A ATMOSFERA DA COPA E O AR DA CIDADE

Artigo publicado no Jornal da Tarde, em 01/08/2011

JT
OPINIÃO
01/08/2011
2A
SÃO PAULO

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A OPINIÃO DE

Reinaldo Canto

JORNALISTA, CONSULTOR E PALESTRANTE ESPECIALIZADO

EM SUSTENTABILIDADE



A atmosfera da Copa e o ar da cidade

São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios


A realização da Copa do Mundo e a qualidade do ar de São Paulo seriam temas distintos, caso não tivessem um encontro traçado pelo destino. E, neste momento, não me refiro à densa névoa que cobre os preparativos para a Copa do Mundo, cercados de mistério e de negociações nebulosas que deixam o ar irrespirável. Na verdade, ambos os assuntos deverão ser discutidos por nativos e turistas daqui a três anos em 2014, afinal nesta mesma época, os problemas que afetam as condições atmosféricas deverão estar ainda piores do que as registradas nos últimos dias.

A triste combinação entre frio, ar seco e poluição já é responsável por um aumento de 62% das internações na capital paulista, conforme noticiado pelo JT (18/07). Fatos não raros que se repetem ano após ano, inclusive com registros de mortes diretamente ligadas aos crescentes e inaceitáveis índices de poluição do ar. E, infelizmente, a população não pode contar com ações realmente sérias do poder público para ao menos reduzir as suas principais causas.

Tais problemas, é claro, não surgiram recentemente. São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios. Faltaram e continuam faltando planejamento e bom senso. Resultado: mais poluição e menos qualidade de vida.

Se hoje já contamos com mais de 7 milhões de veículos circulando por nossas entupidas ruas, a entrada de mais de mil novos carros emplacados diariamente na cidade só faz imaginar que durante a Copa os problemas serão multiplicados. Mesmo com automóveis menos poluentes, não é possível imaginar que teremos em 2014 um ar mais puro para respirar.

O ritmo frenético dos lançamentos imobiliários é outro fator que colabora para piorar as condições climáticas ao eliminar áreas verdes para a subida indiscriminada de espigões. Uma troca nefasta de árvores que absorvem gás carbônico deixando em seu lugar uma cidade mais impermeabilizada e cinza. Uma equação bastante simples e óbvia que agrava os casos de enchentes e aumenta a sensação de calor no verão. Já nestes dias de inverno, entre outros problemas, contribui para dificultar a dispersão de poluentes.

Tempo existe para mudar esse estado de coisas e alterar o caminho de São Paulo rumo a um desenvolvimento mais sustentável. Mas é preciso que, restando três anos para a abertura da Copa do Mundo, nossas autoridades pensem e respirem profundamente, com cuidado para não se intoxicarem, e comecem já a agir em prol da cidade para as pessoas. Mais transporte coletivo e mais áreas verdes serão muito bem-vindas. Afinal, com Copa ou sem Copa, os milhões de habitantes de São Paulo vão permanecer por aqui, vivendo e respirando, quem sabe, ares melhores num futuro próximo.





Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 18h22
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   11º EDIÇÃO DO PRÊMIO DE REPORTAGEM SOBRE A MATA ATLÂNTICA DIVULGA SEUS FINALISTAS

 

Vencedores nas categorias Impresso, Televisão e Internet serão conhecidos dia 10 de agosto em São Paulo.

 

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica, anuncia no dia 10 de agosto, em São Paulo, os vencedores da 11º edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica.

 

Com o objetivo de promover o jornalismo ambiental no Brasil, fomentar a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais, a iniciativa existe no Brasil desde o ano 2001 e conta com o patrocínio de Bradesco Capitalização, apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ). 

 

Além das tradicionais categorias Impresso e Televisão, em 2011, o Prêmio ganhou uma nova categoria destinada a reportagens de Internet, um segmento que cresce vertiginosamente no meio jornalístico e consolida-se como um dos principais canais de informação para o público em geral.

 

Foram inscritas 75 matérias na categoria Impresso, 46 reportagens na categoria Televisão e 30 matérias na categoria Internet.

 

Confira a lista de finalistas (em ordem alfabética):


Impresso:

 

- Giovana Girardi, da Revista Unesp Ciência, com a matéria “O Código Florestal ao arrepio da ciência” (outubro de 2010);

 

- Maria Guimarães, da revista Pesquisa Fapesp, com a matéria “Marionetes de oito patas” (24/3/2011);

 

- Sérgio Adeodato, da revista Terra da Gente, com a matéria “O recobrimento do Brasil” (novembro de 2010). 

 

Televisão:

 

- Claudia Tavares, do programa Repórter Eco, da TV Cultura, com a reportagem “Litoral Norte – Encostas” (16/3/2011);

 

- José Raimundo Carneiro de Oliveira, do Jornal da Globo, da Rede Globo, com a reportagem “Carvão do Piauí” (10/1/2011);

 

- Simone Pio Viana, da Rede Minas Televisão, com a reportagem “Árvores da Mata Atlântica” (28/3/2011).

 

Internet:

 

- Bernardo Vicente Tabak, do portal G1, com a matéria “Projeto de biólogo mostra degradação do meio ambiente no Rio” (27/6/2010);

 

- Daniel Carvalho de Mello, da Agência Brasil, com a matéria “Barragem do Valo Grande” (19/1/2011);

 

- Thais Teisen Rodrigues, do portal Ciclo Vivo, com a matéria “Ambientalista trabalha para recompor a orla da represa de Guarapiranga” (27/12/2010).

 

Os vencedores das três categorias poderão participar de uma viagem internacional com foco em jornalismo e meio ambiente. A premiação inclui passagem aérea de ida e volta, em classe turística, da cidade de residência do ganhador até a cidade do evento, além de hospedagem e refeições. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente, além de troféu e certificado no evento do dia 10.

 

 

O Júri

 

Para avaliar cada categoria, há um júri formado por cinco profissionais das áreas de comunicação e conservação ambiental, sem a participação de representantes das instituições organizadoras. Para chegar aos vencedores, o júri faz uma avaliação de todas as reportagens, sem ver a quem elas pertencem, atribuindo notas de 0 a 10 em vários critérios para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo, fontes, “digestão” da informação e tema); para a categoria Televisão (imagens e edição, conteúdo informativo e texto, fontes e entrevistas e tema); e na categoria Internet (estilo e “digestão” da informação, conteúdo informativo, fontes, conteúdo de hipermídia e tema).

 

As matérias participantes desta edição na categoria Impresso foram avaliadas pelo júri composto por: Adalberto Marcondes, Paulo Lyra, João Paulo Ribeiro Capobianco, Ricardo Ribeiro Rodrigues e Rachel Biderman. 

 

Na categoria Televisão, o júri foi formado por: Francisco César Filho, Luciano Candisani,

Sérgio Tulio Caldas, Maria Cecília Wey de Brito e Adriano Paglia.   

 

Já as matérias concorrentes na categoria Internet foram avaliadas por: Haroldo Castro, Liana John, Wilson Bueno, Reinaldo Canto e Daniela Ramos. 

 

 

 

Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Públicas e Privadas da Mata Atlântica. Para conhecer mais sobre o Prêmio, visite www.premioreportagem.org.br

 



Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 18h20
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   CURSO: Consumo consciente do dinheiro e do crédito

NOVO!

Bom para seu bolso, Bom para a sua família,

Bom para o Planeta, ÓTIMO PARA O FUTURO!

Dia: 15 de setembro de 2011, das 8h30 às 18h


Objetivo:

O curso levará aos participantes uma visão abrangente sobre as vantagens do uso consciente do dinheiro e do crédito para a vida das pessoas e o impacto dessa ação para o futuro do planeta. Abordará também os riscos de se realizar compras e investimentos sem uma análise aprofundada de seus efeitos e as repercussões negativas que poderão causar para a saúde financeira das pessoas no longo prazo.

Principais tópicos:

I. Sustentabilidade nos negócios

- Sustentabilidade nos negócios (dimensões econômica, social e ambiental – tripple bottom line)
- Linha do tempo da sustentabilidade
- Ciclo de vida dos produtos e pegada ecológica
- Diferenciação entre sustentabilidade nos negócios e investimento social privado
- Eco-eficiência

II. O Consumismo e os limites do planeta – Por que estamos passando da medida?

- As mudanças sofridas pelo planeta em poucos anos (tecnológicas, comportamentais, etc)
- Consumo excessivo
- Esgotamento dos recursos naturais
- Desenvolvimento x sustentabilidade
- Longevidade + desenvolvimento
- Ações individuais mais sustentáveis

III. Valores da sociedade, desejos e impulsos

- Novos produtos, novas necessidades
- Alcançar o paraíso via compra de produtos
- O Ter ao invés do Ser


IV. O que é o consumo consciente?

- Principais definições
- Práticas cotidianas
- Água bem essencial para nossa sobrevivência!

V. O seu dinheiro vale ouro!

- Orçamento doméstico (equilíbrio entre as despesas essenciais e as supérfluas)
- A importância de poupar parte dos ganhos (planejamento futuro + administração do patrimônio)
- Construção dos sonhos (curto, médio e longo prazos)

VI. Nossos gastos de todo dia

- Resistir ao impulso (pensar duas vezes e se perguntar sobre a necessidade)
- Os apelos negativos da publicidade
- A armadilha das pequenas despesas diárias
- Mês mais longo que salário é sinal de problema no horizonte

VII. Créditos e empréstimos

- Quando é realmente necessário?
- A ilusão da “despesa que cabe no bolso”
- Comprar à vista ou a prazo?
- Fugir dos juros abusivos
- A armadilha do carro novo (juros e prestações/análise de caso)
- Tomar dinheiro emprestado (de quem, como e quando?)

VIII. Reflexões

- Aprender a viver com menos e melhor (consumir menos, viver mais)
- Consumo consciente e qualidade de vida
- Visão de futuro: aposentadoria e/ou escola dos filhos

Metodologia:
- Uso de dinâmicas de grupo e discussão de casos práticos
- Exibição de audiovisuais para discussão do tema
- Fornecimento de material didático

Instrutores:
- Reinaldo Canto (Envolverde)
- Victorio Mattarozzi
     e Cássio Trunkl     (Consultoria Finanças Sustentáveis)

Investimento: R$ 500,00
Inclui certificado, material didático e alimentação

Inscrições:
www.financassustentaveis.com.br/formulario.asp

Local:
Hotel Tryp Itaim - Sol Meliá
R. Manuel Guedes, 320 - Itaim Bibi - São Paulo - SP

Mais informações:
cursos@financassustentaveis.com.br
Tel. (11) 3586-0859 / 3582-0915

Saiba mais sobre outros cursos e palestras sobre sustentabilidade nos negócios em: www.financassustentaveis.com.br/cursos.aspx


CONSULTORIA FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
www.financassustentaveis.com.br


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 12h39
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   Novos capítulos na batalha dos pedestres pela sobrevivência

Desafios da campanha de respeito as faixas de pedestres revelam o despreparo de nossos motoristas

Por Reinaldo Canto*


Os pedestres de São Paulo, melhor dizendo, os pedestres de quase todo o País, enfrentam diariamente uma luta para chegarem vivos aos seus destinos.

Os obstáculos são inúmeros: vias intransitáveis, calçadas e passarelas inexistentes, transporte público ineficiente e perigoso, motoristas arrogantes e raivosos, além do desrespeito continuado e cotidiano das faixas a eles destinados.

Essa verdadeira guerra pela sobrevivência causou, no ano passado, a morte de 630 pessoas por atropelamento, apenas na capital paulista. No total foram 20 atropelamentos por dia com uma média de 2 mortes diárias.

Os números correspondem, segundo a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – a 46% do total de 1.357 mortes associadas à violência no trânsito em São Paulo.
Grosso modo, pessoas não motorizadas, além de não estarem se beneficiando desse meio de transporte, acabam por ser vitimadas por ele. Uma triste e absurda ironia do destino!

Uma campanha para cumprir a lei já existente

Diante de números tão chocantes, as autoridades públicas foram obrigadas a tomar algumas iniciativas pontuais visando minimizar tal selvageria. Uma delas nada mais foi do que obrigar motoristas a respeitar, conforme já determina o Código Nacional de Trânsito, ou seja, dar passagem ao pedestre quando este for atravessar a faixa de… pedestres.

No começo de maio a Prefeitura de São Paulo criou um programa em 8 áreas chamadas de Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPPs) onde vem sendo realizado um difícil trabalho de orientação e fiscalização dos veículos, cujo principal objetivo é o de educar os mal acostumados motoristas, senhores dos espaços públicos, a agir mais do que no cumprimento da lei, como pessoas minimamente civilizadas.

De acordo com os objetivos do programa, bastaria ao cidadão pedestre esticar seu braço para sinalizar a outro cidadão dentro de um veículo motorizado, para que este último interrompesse sua circulação e cedesse gentilmente a passagem ao cidadão pedestre para a travessia na faixa.

Nesse período inicial de campanha, orientadores agitaram bandeiras sinalizando que pedestres querem fazer a travessia e fiscais da CET interromperam o trânsito para garantir uma passagem tranqüila.

A distância entre intenção e gesto

Tudo muito simples e de fácil compreensão. Afinal, se uma pessoa dirige um veículo, ela está, teoricamente, de posse de suas melhores faculdades mentais.
Se possui um carro, podemos concluir que essa pessoa tem o mínimo acesso a meios de comunicação como rádio e televisão, quem sabe seja capaz de ler e entender as informações publicadas por uma revista ou jornal, portanto plenamente capaz de compreender suas responsabilidades e obrigações.

Mas a realidade é bem diferente e mais parece um devaneio, uma utopia sonhar com um mundo assim!! Basta acompanhar os resultados empíricos desses dois meses de campanha. O que vem ocorrendo quando os fiscais não estão presentes?
Qual o comportamento dos motoristas? Bem, nesse caso, como pedestre assíduo e diário exatamente nas áreas destacadas pelo programa, posso afirmar com propriedade: NADA!
Tenho visto in loco que em sua maioria esmagadora, os motoristas continuam a fazer o que sempre fizeram, ou seja, ignorar e desrespeitar os direitos dos não motorizados.

Pesquisas realizadas pelo órgão de engenharia de tráfego junto aos motoristas constataram o quão ainda estamos distantes de uma solução, isso se formos depender de uma mudança de comportamento pela via do bom senso. Aliás, bom senso é algo que falta na própria percepção dos motoristas em relação as suas atitudes incivilizadas.

Os estudos concluíram que mais de 40% (pelo menos 4 entre 10 motoristas) alegam não parar na faixa de pedestres por temer acidentes. Eles acreditam que o carro de trás não vai parar e o choque, portanto, seria inevitável. Nessa visão torta, não parar nas faixas significaria em última instância, evitar acidentes.

Outros dizem que, quem não para, é o veículo de trás. Alguns cinicamente, diga-se de passagem, quer dizer de não passagem, desrespeitam pedestres pelo nobre motivo de não atrapalhar viaturas e ambulâncias.

Mas também, existem motoristas sinceros, não param porque simplesmente estão com pressa e ponto final. Até na percepção de achar que fazem o certo (ou será mesmo uma mentira deslavada?), nossos condutores respondem com a maior sinceridade.
Quando perguntados se respeitam os direitos dos pedestres, 76,8% disseram que sim. O irônico é que dessa parcela expressiva de cidadãos conscientes de seus deveres, 89,6%fizeram exatamente o contrário momentos antes da resposta e em várias situações colocaram a vida de pessoas em risco.

Pensar mais no coletivo e menos no individual

Loucos ou cínicos, o certo é que temos um longo caminho pela frente para mudar essa realidade nefasta de guerra urbana sem trégua.
Como pedestre, cidadão paulistano e brasileiro peço, encarecidamente, que as autoridades de transporte não desistam diante de tamanhas dificuldades.

A campanha precisa ser mantida, ampliada e passar a punir os infratores, pois infelizmente, o bolso acaba por ser uma boa argumentação civilizatória.
Para que possamos viver em cidades mais civilizadas, seguras e sustentáveis será preciso persistir. Os interesses coletivos devem, com exceções é claro, prevalecer sobre os individuais. O que acontecer em São Paulo será exemplo, bom ou ruim, que poderá num futuro próximo ser replicado em outras cidades do país.

As cidades pertencem às pessoas estejam elas de carro, bicicleta, a pé, de skate ou patinete, tanto faz, os direitos devem ser os mesmos.

Fora disso está a barbárie, injustiças e tragédias cotidianas as quais, tristemente, estamos bem acostumados e acomodados.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/cultura/novos-capitulos-na-batalha-dos-pedestres-pela-sobrevivencia

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
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Twitter: @ReinaldoCanto


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 15h39
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   “As novas pautas da sustentabilidade” é o novo curso oferecido pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade é a proposta do curso

 

A aula acontecerá  no sábado, 09 de julho, das 9h00 às 18h00 na sede do Sindicato, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República). O docente será o jornalista Reinaldo Canto, com  31 anos de profissão, com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital

 

O curso é destinado a jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de Comunicação e de ONGs e os valores são diferenciados: R$ 130,00 à vista (ou 2 x de R$ 65,00) para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados e R$ 180,00 à vista (ou 2 x de R$ 90,00) para os não sindicalizados e demais interessados.  

 

Os interessados deverão se pré-inscrever em nosso site www.jornalistasp.org.br

A pré-inscrição é uma reserva de vaga e o pagamento deverá ser feito até  04 de julho (valor total ou da primeira parcela). Os que já fizeram cursos no Sindicato têm descontos e poderá ser oferecido descontos para grupos, consulte o Departamento de Formação.

 

No programa: os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, crescimento x sustentabilidade, (re) contextualizar  qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas em tempos de aquecimento global, mudanças climáticas e dos esgotamentos dos recursos naturais.

 

Outras informações com Marlene ou Fábio no tel. (11) 3217 6299 ramal 6233, de segunda à sexta, das 9h00 às 18h00 ou pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br

 

 

 



Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 16h44
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   Por que não sustentável e lucrativo?

por Reinaldo Canto*

Sempre perguntei a pessoas próximas, afinadas com o tema, se não seria possível falar na adoção de critérios de sustentabilidade com argumentos puramente comerciais. Significaria usar a linguagem do lucro, dos ganhos financeiros, com os quais todos – sejam eles comerciantes, produtores ou empresários – se entendem muito bem e, invariavelmente, buscam nos seus negócios.

Todos nós sabemos, ou deveríamos saber, que o desenvolvimento sustentável é o único caminho possível diante do vertiginoso e crescente esgotamento dos recursos do planeta. Nesse sentido, já não são poucas as empresas que adotaram critérios de sustentabilidade em suas atividades. Muitas representam, inclusive, fortes exemplos reconhecidos pelo mercado. Parte desse reconhecimento acaba por se registrar na valorização de suas ações em índices como o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa) e o Dow Jones Sustainability (da principal bolsa norte-americana), cujo desempenho das empresas ali presentes é superior ao das integrantes do pregão normal.

Ouvimos quase todos os dias que determinada empresa tem feito esforços para reduzir o seu consumo de água, energia e insumos. Outras investem no uso de energia limpa, trocam embalagens, aderem as práticas do comércio justo, apoiam o trabalho de comunidades, aplicam a logística reversa e o tratamento de resíduos, etc, etc, etc. São muitas e fundamentais iniciativas. Mas, normalmente quando vem a público, o comunicado dessas empresas, vem acompanhado de números que dão conta do enorme benefício que as medidas adotadas passaram a representar para a sociedade e para o meio ambiente e não para os negócios. Nas entrelinhas fica a mensagem de altruísmo empresarial desconectado de um benefício comercial direto.

Ora bolas, isso contraria até mesmo a lógica do mercado. A realidade nos mostra que empresários querem bons resultados para os seus negócios em primeiro lugar. Mas quando a questão é falar de ações para a sustentabilidade parece que a visão hegemônica parte do princípio que são coisas diferentes. Qual o problema de ser bom para todos, inclusive para a própria empresa?

Para o processo de disseminação do conceito de sustentabilidade, tal postura significa um grande obstáculo. Muitas organizações empresariais poderão raciocinar que, antes de partir para as “boas ações” sustentáveis, é preciso resolver outros problemas “mais importantes”.

Uma visão errada e distorcida da realidade. Sustentabilidade deve ser entendida como algo muito positivo e, principalmente, para o futuro da atividade empresarial.

Ao se alterar processos de produção e, por exemplo, conseguir uma relevante economia de água, o melhor seria dizer o seguinte: economizamos X de água, portanto, nossa conta todo mês será de menos Y e por aí vai. Graças à certificação ambiental tal, melhoramos nossos processos, ganhamos mercado e nosso faturamento aumentou tantos por cento. Uma conta matemática simples de compreender, fácil de transmitir para um pequeno, médio ou grande empresário e muito útil para a causa da sustentabilidade. Uma boa ação para o planeta, para as pessoas e também para os negócios. Por que não?

Daterra: exemplo de bom negócio em todos os quesitos

Na semana passada visitei a fazenda Daterra, em Patrocínio, Minas Gerais, a segunda maior produtora de café do Brasil e o que vi e ouvi foi exatamente a conjunção de fatores que faz brilhar os olhos de qualquer empresário: qualidade, sustentabilidade e lucratividade.

“Se não for sustentável no lucro, consequentemente não será sustentável também para o planeta e o meio ambiente. A palavra sustentável prevê o conceito do tripple bottom line, os três lucros que são o ambiental, o social e o econômico. Portanto, nada que não dê lucro é sustentável”. Palavras do proprietário da fazenda, Luis Norberto Paschoal.

Ele ainda vai mais além na análise tendo como base a sua atividade, “O plantio do café demora sete ou oito anos para dar lucro. Nas empresas não é igual? Não é possível implantar a sustentabilidade e ganhar imediatamente. Mas depois de um período de investimento, os resultados aparecem”.

Em resumo, hoje, ser sustentável é sim um fator de lucro para a Daterra! E, ao conjugar lucratividade e sustentabilidade, Paschoal serve de exemplo para qualquer empresário. Em 2003, a Daterra foi a primeira fazenda de café a receber o certificado da Rainforest Alliance, que observa uma série de rigorosos critérios sociais e ambientais, mas sem descuidar da viabilidade do negócio. Mais tarde, outras certificações vieram e com elas novos clientes fiéis, exigentes e dispostos a pagar um pouco mais. Hoje o café Daterra é um produto com grande valor agregado, vendas consolidadas para o exterior e um futuro cada vez mais promissor.

Das resistências iniciais a exemplo de competência, os proprietários vizinhos da Daterra começaram a reconhecer os resultados do concorrente, muito superiores aos deles, e também passaram a se adequar à nova realidade e buscar certificações que lhes trouxessem ganhos associados ao aumento da qualidade e uma produção mais sustentável.

Mauricio Voivodic, secretário-executivo do Imaflora, o parceiro brasileiro da Rainforest Alliance na certificação da Daterra, explica que o fenômeno não se restringe aos produtores de café de Minas Gerais. “As empresas que estão investindo em sustentabilidade são as que estão tendo ganhos de produtividade, de qualidade e aumentando sua parcela no mercado. Porque sustentabilidade trata também de relacionamentos mais duradouros, numa boa relação com seus fornecedores, clientes e trabalhadores. Tudo isso acaba por resultar em benefício econômico. É fundamental enxergar isso, principalmente nas séries históricas de longo prazo.”

As mudanças no campo e o Código Florestal

Mudar nem sempre é muito fácil e requer avaliar as questões culturais e comportamentais. Exemplos de negócios sustentáveis e lucrativos causam um efeito fantástico nos mercados em que estão inseridos. Mas não podemos também deixar de constatar que parte dessas mudanças virão, mais dia menos dia, por um outro caminho que não requer muita discussão ou debate: a sobrevivência.

Para a presidente da Rainforest Alliance, Tensie Whelan, é preciso levar em conta os fortes sinais de mudanças que vêm do campo. “Nos últimos três a cinco anos, os agricultores tiveram muitos problemas com os recursos naturais. Falta de água, esgotamento do solo e aumento da contaminação e perceberam que é preciso investir em sustentabilidade para garantir a própria sobrevivência ”, afirma Whelan.

Sinais tão claros e óbvios que deveriam repercutir mais facilmente nas discussões do Código Florestal. Para Luis Paschoal, o proprietário da fazenda Daterra, caso o novo projeto do Código Florestal seja aprovado, “será um desastre para o Brasil”. Ele explica, “não sou xiita, mas conversei com pessoas do setor. Nós aqui no Daterra, somos três vezes mais duros do que o Código atual. Essa votação absolutamente ignorante,vai comprometer o futuro do Brasil”.

A convicção de Paschoal em relação ao Código ainda não ecoa com a mesma força que o exemplo de desenvolvimento sustentável da Daterra. Francisco Sergio de Assis, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado e vizinho da Daterra, apoia com entusiasmo o projeto do Código Florestal aprovado até aqui pela Câmara dos Deputados.

Razões à parte, o caminho para o desenvolvimento sustentável, ainda está repleto de obstáculos e espinhos. Os argumentos, além dos problemas ambientais cada vez mais graves e persistentes, ainda não parecem ser suficientes para fazer com que as obviedades sejam enxergadas como tal. Até lá, resta-nos permanecer firmes no debate e mostrar aos empresários que ser sustentável, antes de ser bondade é questão de inteligência. Porque quando a sobrevivência restar como principal enfoque, muitas coisas boas já estarão irremediavelmente perdidas.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/por-que-nao-sustentavel-e-lucrativo

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(Carta Capital/Envolverde)


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 15h02
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   25 ANOS DA SOS MATA ATLÂNTICA: MATURIDADE E NOVOS DESAFIOS

 

Na cerimônia de comemoração, a presença plural e heterogênea de todos os setores mostra o que se deve esperar do movimento ambientalista nos próximos anos

Por Reinaldo Canto*

Na última quinta-feira 19, a mais importante organização ambiental 100% brasileira comemorou seus 25 anos de existência marcados por muita luta, diversas frustrações, mas também de êxitos emblemáticos como a criação do Pólo Ecoturístico do Lagamar no litoral sul de São Paulo e a criação do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica – que apresenta o resultado do mapeamento e monitoramento da floresta e seus ecossistemas associados, entre outros.

O que mais chamou a atenção das pessoas que lotaram o Porão das Artes, no Parque do Ibirapuera, foi à diversidade entre as autoridades e lideranças ali presentes. Que a comemoração dos 25 anos da organização já é um motivo e tanto para comparecer, todos sabemos, mas o significado e representatividade dessas participações devem ser destacados como algo muito positivo.

Pelo local passaram e alguns também foram homenageados, parlamentares e lideranças partidárias de matizes diversas, empresários de destaque no cenário nacional, representantes de governos variados, além dos chamados formadores de opinião jornalistas, artistas, economistas, entre outros istas de destaque.

Um novo caminho e uma montanha como obstáculo

Vivemos. sem dúvida, uma nova realidade na história das lutas ambientais no Brasil, ou seja, a de superar visões míopes, reducionistas e obtusas e colocar em seu lugar um olhar mais claro e objetivo com vistas ao futuro comum a que todos nós estamos destinados.

Se como muitos disseram sobre o movimento ambientalista que, “seus integrantes caberiam facilmente numa Kombi” quando a SOS Mata Atlântica deu seus primeiros passos, a cerimônia dos 25 anos deixou claro que esse passado já está totalmente superado.

A questão é que mesmo a justa alegria pela comemoração do aniversário da entidade, foi pontuada por falas que lembravam a todo instante o delicado momento pelo qual passamos: A iminência da aprovação do novo texto do Código Florestal.

Reflexos do debate contribuíram para acelerar o desmatamento

O anúncio de que o ritmo do desmatamento na Amazônia cresceu cinco vezes (473%) nos meses de março e abril, em comparação com o mesmo período do ano passado, não tirou o brilho da festa, mas potencializou as preocupações de todos com o futuro.
Se a consciência para a adoção de critérios de desenvolvimento sustentável vem crescendo de maneira sólida, também é verdade que ainda existem, e não são poucos, os que acham o meio ambiente apenas um estorvo no caminho da ganância e do lucro a qualquer preço.

O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que dá nova redação e altera pontos importantes do Código Florestal em vigência, é um desses exemplos, baseado no modelo predatório de desenvolvimento do século XX. Ele é defendido com unhas e dentes por setores do agronegócio conhecidos por seu reacionarismo e truculência e, por outro lado, é combatido por amplos setores que, longe de apenas exercerem uma militância ambiental, querem uma discussão mais democrática e pluralista, entre eles, os cientistas ligados a Academia Brasileira de Ciências e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Recentemente, as entidades divulgaram um documento apelando para o bom senso e pediram abertamente para que o debate não seja ideológico, mas baseado em pesquisas científicas que apontem os melhores e mais confiáveis caminhos em que estejam contemplados o desenvolvimento e a preservação ambiental. Os cientistas deixaram claro que muito tem a contribuir, mas até o momento sequer foram ouvidos.
Façamos votos agora, para que os festejos pelos 25 anos da SOS Mata Atlântica, não sejam manchados pela aprovação de um novo Código Florestal, que tanto mal fará para o futuro do Brasil e dos brasileiros.

Vida longa SOS Mata Atlântica!

*Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu. É colunista de Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna Cidadania & Sustentabilidade: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/maturidade-e-novos-desafios

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Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 17h02
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   LIXO 6 X 0 BRASIL – GOLEADA PARA A SOCIEDADE DO DESPERDÍCIO

 

Por Reinaldo Canto*

Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos. Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais
de 1%. De todo esse resíduo, cerca de 6,5 milhões de toneladas foram parar em rios, córregos e terrenos baldios. Ainda 42,4%, ou seja, 22,9 milhões de toneladas foram depositados em lixões e aterros controlados e que não fazem o tratamento adequado dos resíduos. Estas conclusões fazem parte do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos divulgado na semana passada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).

Detalhes do mesmo relatório demonstram que estamos muito, mas muito distantes de tornar o consumo consciente uma prática cotidiana na vida das pessoas em nosso país. Um bom exemplo é que no ano passado, a média de lixo gerado por brasileiro ficou em 378 quilos, o que é 5,3% superior aos 359 quilos de lixo per capita computados em 2009.

O que esperar do futuro

Em uma sociedade de consumo que vem se caracterizando pelo culto ao descartável, a quantidade de lixo é proporcional a falta de consciência e ações que passam por todos os setores, sejam eles públicos ou privados, até chegar ao próprio cidadão.

Se por um lado podemos registrar com orgulho que no Brasil temos o mais alto nível de reciclagem de latinhas de alumínio do mundo, por outro, também é fácil afirmar que existem materiais tão diversos como papel, papelão, vidro, isopor, garrafas PET, sacolas plásticas e tantos outros que são perfeitamente recicláveis e que simplesmente não o são, por falta de apoio a coleta e comercialização. Pelo menos 30% dos lixos domiciliares são compostos de materiais recicláveis, mas apenas 1% acaba sendo, efetivamente, recuperado pela coleta seletiva.

É muito triste imaginar que toneladas de material reciclável entopem os lixões e aterros quando poderiam voltar a ser utilizados por empresas em produção de novos produtos. Um caso exemplar é o do vidro. Um quilo de vidro é totalmente aproveitado na reciclagem num círculo virtuoso que contribui para que não sejam necessárias as extrações de matérias-primas existentes na natureza. Isso vale para todos os outros materiais que são descartados. Papéis reutilizados e reciclados evitam o corte de árvores; sacolas plásticas reutilizadas e recicladas deixam de entupir bueiros, poluir rios e mares etc.

As razões para esse estado de coisas são inúmeras: ausência de políticas públicas efetivas de incentivo a coleta e reciclagem e de educação ambiental para a população; uma parte da iniciativa privada que não se empenha em tratar resíduos e criar ações para reaproveitamento de materiais na sua linha de produção e o cidadão que desperdiça, não reutiliza, não recicla e ainda joga lixo nas praças, ruas, rios e lagos.

Política Nacional de Resíduos Sólidos para mudar a realidade

Boa parte das esperanças para reverter esse quadro reside na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 e que estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada em relação à destinação dos resíduos. Todos os integrantes da cadeia produtiva sejam eles fabricantes, distribuidores, importadores, comerciantes e até mesmo os consumidores serão responsáveis por todo o processo de ciclo de vida do produto até a disposição final, também conhecido como logística reversa. Nessa conta de responsabilidades também estarão inseridos os serviços de limpeza públicos e de manejo dos resíduos sólidos. A lei prevê ainda o fim dos lixões em todos os municípios brasileiros até 2014.

Diante do aumento da geração de lixo, os desafios propostos pela nova política são enormes e vão requerer esforços dobrados nos próximos anos. Portanto, é preciso também trazer outras questões para a discussão que contribuam para avançar nesse processo.

Cobrar o que é de graça, aumentar o preço do que for muito barato

Um caminho é dar o devido valor ao que hoje é tratado como lixo. Se o poder público garantisse preços convidativos para os materiais hoje menos atrativos, tenho certeza que teríamos mais plásticos, papéis, vidros, isopores, entre outros, sendo recolhidos com eficiência e, consequentemente, voltariam para a cadeia produtiva ao invés de descartados.

Vivemos situações críticas em várias áreas vitais para a sobrevivência humana, a questão da geração do lixo, da contaminação das águas, o desmatamento e o aquecimento global estão entre as principais. Infelizmente, medidas isoladas sejam do poder público, sejam da iniciativa privada e até de cidadãos mais conscientes são louváveis, mas de resultado limitado.

Cobrar por todos esses materiais e embalagens dando valor ao que as pessoas hoje descartam seria uma maneira rápida de mudar a realidade tenebrosa do desperdício, do descarte inconseqüente e da falta de educação.

O melhor, é claro, seria conquistar consciências, mas é óbvio também que os resultados tem sido modestos até mesmo nos países ditos desenvolvidos e educados.

Boa notícia chega do varejo!

Falando em outros países, algo que já foi adotado fora do Brasil vai chegar por aqui nos próximos dias: a cobrança pelas sacolas plásticas!

No próximo dia 9 de maio, um acordo será assinado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) e o Governo do Estado de São Paulo prevendo, inicialmente, uma campanha de 6 meses para a conscientização do consumidor para a importância de usar sacolas retornáveis, caixas ou carrinhos de feira no transporte das compras. Após esse período, ou seja, meados de novembro, as sacolas plásticas tradicionais, que demoram cerca de 100 anos para se decompor, serão substituídas por sacolinhas feitas à base de amido. Essa nova sacola se decompõe no máximo em 180 dias e será vendida pelo preço de custo (R$ 0,20 a unidade).

Essa experiência já foi adotada com sucesso em Jundiaí, cidade de 370 mil habitantes, próxima a Campinas. Hoje apenas 5% dos consumidores acabam por adquirir as sacolinhas biodegradáveis. A maioria esmagadora já se acostumou a nova realidade e, como em outros países, abandonou o uso das sacolas descartáveis.

Quem sabe se com mais ações como essa e um pouquinho mais de consciência, os números do Panorama de Resíduos Sólidos em 2012 não poderão apresentar surpresas mais agradáveis que os deste ano?

*Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu. É colunista de Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna Cidadania & Sustentabilidade:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-perde-de-goleada-para-a-sociedade-do-desperdicio

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
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(Envolverde/Carta Capital)


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 23h43
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   GREEN DRINKS

Caros frequentadores do Green Drinks e demais interessados,

Nosso próximo encontro será com Reinaldo Canto, jornalista que já trabalhou em emissoras de rádio, de TV e também atuou como assessor de imprensa em grandes empresas. Especializando-se em sustentabilidade e consumo consciente, Reinaldo foi diretor de Comunicação do Greenpeace, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, além de correspondente da Envolverde, Carta Capital e mídias ambientais na COP-15 em Copenhague.

Como colunista de Cidadania & Sustentabilidade pela Carta Capital, Reinaldo escreveu recentemente artigos como os polêmicos “Nem direita, nem esquerda, muito pelo contrário” e “Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros” que serão a base de nosso bate-papo e podem ser visualizados em < www.cartacapital.com.br>.

Venha participar!

Local: Ekoa Café - Rua Fradique Coutinho, 914 - Vila Madalena

Data: 05/05/2011 (quinta-feira)

Horário: 19:30 às 22:00


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 18h23
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   Nem direita, nem esquerda, muito pelo contrário!*

Rotular e engessar o conceito da sustentabilidade é um desserviço à busca pelo desenvolvimento sustentável

Por Reinaldo Canto**


Não tem sido incomum, ao participar de encontros, debates e palestras, ao escrever artigos e até mesmo em conversas informais, ser questionado sobre este ou aquele posicionamento em prol da sustentabilidade com a visão tradicional da política construída ao longo dos últimos dois séculos. Dependendo do ponto de vista do observador, a sustentabilidade tem sido tachada de direitista e reacionária ou de esquedista e socializante.

Vale lembrar qual a definição para sustentabilidade consagrada no relatório Bruntland, intitulado Nosso Futuro Comum de 1987, “a capacidade das gerações atuais suprirem as suas necessidades, sem comprometer a capacidade das futuras gerações fazerem o mesmo”. Ela é até bastante simples na sua concepção, mas também muito complexa na sua aplicação.Ter a noção de que precisamos pensar no futuro da humanidade é algo, tão óbvio e ululante como afirmaria o dramaturgo Nelson Rodrigues, que sua compreensão não escapa ao raciocínio de crianças em tenra idade.

Mas o que é ainda mais facilmente observável é a total miopia que impera quando se discutem ações efetivas para colocar tal conceito em prática. Os obstáculos vão da prevalência dos interesses individuais sobre os coletivos quando nos referimos a postura das pessoas e das empresas, até chegarmos à priorização nefasta de governos e nações dos interesses regionais e nacionais sobre os problemas do planeta que afetam a todos indistintamente. Resumindo: é o famoso cada um no seu quadrado!

Ai se argumentamos contrariamente a tais posturas, apelando para a redução do consumismo e da exploração irracional dos recursos naturais; por medidas de combate ao desmatamento e ao aquecimento global, entre algumas das principais bandeiras do movimento ambiental, surgem os rótulos usados indistintamente pelos ideólogos da direita e da esquerda.

Para o mesmo tema, só para ficar num exemplo, o do consumismo, a direita afirma ser uma reação socialista e anticapitalista. Já para a esquerda constitui-se em típica ação elitista contra os direitos do povo de consumir e conquistar empregos. Como se o consumo excessivo e insano pudesse ser visto com bons olhos no longo prazo. As trocas alucinadas de carro, celulares e televisores, a compra de objetos e quinquilharias pouco ou nada úteis, com enormes desperdícios de materiais e matérias-primas que, com certeza deverão fazer falta em breve, são vistos como positivos por muita gente.

Visão global

Sustentabilidade não deve e não pode estar a serviço de quaisquer das visões hegemônicas da política e da economia do Século XX. Crescimento dissociado do desenvolvimento sustentável é um perigo e um retrocesso. Priorizar o atendimento das necessidades de uma cidade, de um país ou de uma região, desvinculado de uma visão global, é um mergulho no escuro com consequências desconhecidas e certamente trágicas para todos os habitantes do planeta.

Código Florestal

Um dos casos mais interessantes e emblemáticos dessa polarização e demonização é o do atual debate sobre o Código Florestal, o polêmico projeto do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB – SP). A aprovação das alterações no Código é defendida igualmente pelo Partido Comunista do Brasil e por setores majoritários do agronegócio nacional.

Do lado oposto, os ambientalistas também consideram a necessidade de atualização do código, vigente desde 1965, mas não aceitam diversos artigos do projeto, pois avaliam que será um estímulo ao desmatamento, ao aumento da ocupação e contaminação dos rios, além de garantir a anistia daqueles que burlaram a lei e cometeram crimes ambientais.

Quem acompanha as calorosas discussões já deve ter notado a farta e raivosa classificação com que ambos os lados rotulam os adversários. Claro, que como alguém que defende a causa da sustentabilidade, não concordo com diversos itens da nova proposta do deputado Rebelo, mas considero um desserviço colocarmos um lado como representante do bem e outro do mal. Quando essa polaridade surge em qualquer tipo de debate, político, social, econômico, futebolístico ou que mais for, o diálogo já está sepultado.
Afinal, não existe diálogo se do outro lado está um inimigo que só deseja o mal e a destruição. Ponto final!

Se taxarmos o projeto do deputado Rebelo de apenas estar a serviço do agronegócio, do latifúndio e dos destruidores das florestas e da biodiversidade de nosso país, estaremos apenas enxergando o demônio.
Por outro lado, como ocorreu recentemente comigo, ser acusado por integrantes do PCdoB de representar os interesses de multinacionais e governos estrangeiros que não querem o desenvolvimento do Brasil, aí teremos o surgimento de outro capeta.

Felizmente, nesse caso específico, do Código Florestal, ambos os demônios estão sentando para conversar. As bancadas, ruralista e ambientalista, estão negociando um acordo no Congresso Nacional sob a mediação dos Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura para que se chegue a um denominador comum e que o bom senso prevaleça.

O importante nesse caso e nos muitos outros com os quais iremos nos defrontar num futuro imediato é, como Walter Franco disse em música nos anos 80, “manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo”. E, acrescentando: não nos esqueçamos de ter um olhar no horizonte e no futuro dos nossos filhos! FORA SATANÁS!!!

*Quero deixar claro que o título deste artigo não está plagiando a declaração do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab quando definiu o seu novo partido PSD. A ideia central é bem distinta!

**Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu. É colunista de Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna Cidadania & Sustentabilidade:
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/nem-direita-nem-esquerda-muito-pelo-contrario


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(Envolverde/Carta Capital)


Escrito por Reinaldo Canto - Jornalista às 15h29
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